Friday, August 28, 2015

CONSTRUINDO CHINAMPAS ASTECAS


As chinampas eram como "canteiros flutuantes" que cercavam a cidade asteca Tenochititlán, e nesses canteiros era plantada a comida que a supriria. 





1º PASSO
Encontrar um ponto raso no lago, que será a base (cimiento) da chinampa, e colocar estacas na vertical.

2º PASSO
Pegar lama do fundo do lago, e fazer uma camada preenchendo os espaços entre as estacas. A segunda camada será de vegetação aquática. E a terceira, uma mistura das duas primeiras.

3º PASSO
Colocar árvores (chorões) em volta da chinampa, para que suas raízes façam com que a estrutura não seja levada pelas aguas do lago.


MAQUETE

MATERIAL
Isopor
1 cx. palito de dente ("estacas")
4 palitos de sorvete ("árvores")
Tinta guache azul  ("lago")
1 pincel
Papel crepon verde cortado em tiras, ou folhas naturais, ou erva mate ("vegetação aquática")
Massinha ("lama") - ver no final desta página receita caseira. Observação: podem substituir por terra. 















MINIATURA














RECEITA CASEIRA DE MASSINHA - Porção para 2 maquetes de chinampa.
Material
4 xícaras de farinha de trigo
1 xícara de sal
1 e 1/2 xícara de água
1 colher de chá de óleo
Modo de Fazer
Numa tigela grande, misturar todos os ingredientes e amassar bem até ficar boa para modelar. Guardar em saco plástico ou vidro bem tampado. Essa massinha é muito usada em animações de festa infantil que os animadores fazem a massinha na hora com as crianças e elas adoram. Para dar cor a massinha, compre corante para alimento e pingue algumas gotas.
Fonte: http://dicaspaisefilhos.com.br/diversao/brincadeiras/receita-de-massinha-de-modelar-caseira/

Sunday, August 2, 2015

CADA UM NO SEU FEUDO!

Ano: 7º.
Contextualização teórica.
A formação das monarquias.
O conceito de país que temos atualmente não existia na Europa medieval. O processo de formação de monarquias com poder centralizado começou apenas no século XI e se consolidou entre os séculos XIV e XVI, dando origem a muitos países atuais da Europa. Entretanto, este processo não ocorreu ao mesmo tempo e da mesma maneira em todos os lugares do continente.
Apesar de o processo não ser idêntico nos países europeus ocidentais, a centralização do poder monárquico atendia praticamente aos interesses dos mesmo grupos sociais: a burguesia e os nobres feudais.
Para a burguesia, a fragmentação do poder político do feudalismo era um entrave à sua atividade econômica. Lembremos que os senhores feudais dispunham de plenos poderes em seus feudos. Desse modo, cobravam impostos dos servos e também dos mercadores que comerciavam em suas terras; em alguns casos, criavam impostos apenas pela utilização das estradas de seu feudo.
Outro obstáculo do sistema feudal para o burguês era a variação de medidas e do câmbio. Não havia, por exemplo, um padrão de medição: este era determinado pelo senhor feudal, além de não haver uma única moeda - os senhores feudais podiam cunhar peças monetárias e atribuir-lhes o valor que quisessem. Assim, quando o burguês passava de um feudo para outro, deveria converter seu dinheiro, e os pesos e medidas de seus produtos mudavam de acordo com a convenção do senhorio.
Essas circunstâncias acabaram aproximando os burgueses dos reis. Nessa aliança, a burguesia contribuía com dinheiro, e o rei, com medidas administrativas que favoreciam o comércio. A riqueza acumulada pela burguesia facilitava aos reis a organização de um exército para impor sua autoridade à nobreza feudal. De um lado, os burgueses esperavam a ampliação do mercado, com o território unificado, submetido a uma mesma carga tributária, com uma única moeda corrente e um único padrão de medidas e pesos. De outro, os reis buscavam reaver seu poder, enfraquecido com o sistema feudal.

ATIVIDADE
Esta atividade é interdisciplinar, pois também envolve noções de matemática.
Escreva no quadro as instruções abaixo, e explique-as para a turma.
- Formem grupos. Cada grupo será um feudo.
- Peguem duas folhas de papel. Escolham um nome para o seu feudo, e escrevam no topo das folhas. Nestas mesmas folhas, irão discriminar os dados a seguir (as informações nas folhas devem estar repetidas).
- Inventem a moeda  e o câmbio utilizados em seu feudo. Usem como referência 1g de ouro. Por exemplo, 2 "dinares" (moeda fictícia) equivalem a 1g de ouro.
- Inventem um sistema de pesos e medidas, usando como referência o atual sistema métrico e de peso (kg). Por exemplo, 2 "jangos" equivalem a 1 kg, e 5 "linares" equivalem a 1 m.
- Ao finalizar, entreguem uma das folhas para o feudo à sua direita (o prof escolhe a melhor sequencia).
- Comparando a folha que contém os dados do seu feudo com a folha contendo os dados do outro feudo, tentem converter a moeda, o peso e as medidas deste outro feudo para os do seu. Por exemplo, quantos "dinares" (moedas fictícias) do feudo X vale 1 "lunar" do feudo Y? Usem o ouro como referência.

Quando todos tenham terminado de quebrar a cabeça, questione com eles o que facilitaria a troca comercial entre os feudos da sala. "Não seria mais fácil se todos os feudos tivessem a mesma moeda e mesmo sistema de pesos e outras medidas? Eu, profª Bárbara, sou a rainha do reino do 7º ano. Até agora eu não interferi muito em cada feudo desta sala: vocês tiveram liberdade para criar suas normas. Mas se os comerciantes de cada feudo me derem suporte (bufunfa!), eu terei mais forças para intervir nos feudos desta sala e ditar que todos deverão seguir as mesmas normas (ter a mesma moeda, etc)".
A burguesia do 7º agradece!


Sunday, July 26, 2015

JOGO CARA A CARA - Iluminismo

Esta atividade é para alunos do fundamental II se familiarizarem com os nomes abordados em determinado conteúdo.

Esta brincadeira é inspirada no jogo da Estrela (foto ao lado), "Cara a Cara", e pode ser usada sempre quando o conteúdo envolva muitos nomes, como no caso dos protagonistas do Iluminismo ou do Renascimento, por exemplo.

INSTRUÇÕES
- Para 2 jogadores
- Há 3 baralhos iguais (12 cartas cada), com personagens históricos que não se repetem dentro do mesmo baralho. Cada jogador pega 1 baralho, e o 3º baralho fica de lado, virado para baixo.
- Os jogadores pegam seus baralhos, e viram as figuras para cima, enfileirando-as à sua frente.
- Cada jogador pega uma carta do 3º baralho, sem que o colega veja qual é seu personagem.
- O objetivo do jogo é adivinhar qual personagem o seu adversário tirou do 3º baralho. O jogador, a cada rodada, faz uma pergunta ("ele é careca?", "ele tem cabelos longos?", "ele usa bigode?"), de maneira que a resposta só poderá ser "sim" ou "não". À medida que o outro responde, o jogador vai descartando os personagens (por exemplo, se o adversário respondeu que seu personagem tem bigode, o jogador vai descartar as figuras que não usam bigode).

OBSERVAÇÃO: AS CARTAS TAMBÉM PODEM SER USADAS EM JOGO DA MEMÓRIA OU "JOGO DO TAPA CERTO". ASSIM, PODE ENVOLVER MAIS ALUNOS COM UM ÚNICO JOGO (QUE NECESSITARIA APENAS 2 BARALHOS, E NÃO 3).

CARTAS












Friday, July 24, 2015

CAÇA AO TESOURO

Este conteúdo específico foi aplicado para o 8º ano em 1 aula (50 min), e todo o espaço do colégio foi usado para a procura do "tesouro". O conteúdo aplicado foi o capítulo "A consolidação do terrítório colonial português". A sala foi dividida em 5 grupos, e cada um seguiu um trajeto diferente. Estou postando as pistas para o trajeto de apenas um grupo, para o post não ficar muito extenso. A atividade pode ser usada para os outros anos (também o apliquei no 7º ano, quando abordei o tema das Cruzadas).
As pistas abaixo são apenas demonstrativas. Não se prendam a fórmulas! Tenho certeza que outras pessoas podem imaginar pistas mais elaboradas e diferentes!

PISTA 1
A ocupação portuguesa da Amazônia foi efetivada, sobretudo, pela ação de missionários católicos, que entravam pelos rios e reuniam os indígenas em missões. Nas margens dos rios Amazônia estabeleceram-se muitos núcleos de povoamento, que deram origem às atuais cidades da região. A floresta fornecia produtos de grande valor comercial: madeira, castanha, cacau e outros. A atividade de recolher esses produtos chamava-se coleta e era praticada pelos indígenas.

Dentre os itens citados, no nosso colégio só temos a madeira, que pode ser observada nas:



PISTA 2   
Com a ajuda do livro didático, resolva a Cruzadinha e descubra a próxima pista!


1. Além do rio Amazonas e de alguns de seus afluentes, os rios mais utilizados durante a colonização portuguesa foram o rio Tietê, em São Paulo, e o rio _____________
2. Como as condições precárias dos caminhos quase não permitiam a circulação de carroças, normalmente se fazia o transporte no lombo de animais. No nordeste e no sul, o cavalo era o animal utilizado pelas pessoas com melhor condição financeira. Onde o relevo era acidentado, como nas regiões das minas, usavam-se mais a mula e o ____________
3. Eram os que construíam as casas e outras instalações dentro das missões jesuítas. Cultivavam os produtos necessários à alimentação dos moradores, caçavam, pescavam e colhiam produtos silvestres. A renda obtida com a venda de artigos fora dos aldeamentos ajudava na compra de objetos que não produziam, como ferramentas e utensílios domésticos.
4. Nome do lugar onde os jesuítas reuniam os indígenas para catequizá-los.
5. Além dos rios já citados, também foram importantes para a exploração da América portuguesa os rios São Francisco, que ligava o nordeste à região das minas, e o rio ______, que ligava o centro-oeste ao norte e ao nordeste.
6. Homens que conduziam tropas de mulas com mercadorias de outras regiões para as Gerais e para áreas do centro da colônia.
7. Paralelamente à pecuária bovina, desenvolveu-se no sul a criação de muares, animais de carga que eram vendidos para a região das minas. Ganhou importância a feira de ______, onde eram negociados os muares vindos do sul.
8. Nome do lugar onde ex chefes de tropeiros e militares (que haviam se fixado no Rio Grande do Sul) criavam gado.
9. A criação de gado teve grande importância para a América portuguesa. Fonte de alimento e força de _____ nos engenhos, o gado foi responsável pela conquista e pelo povoamento de duas áreas: o sertão nordestino e as campinas do sul.


PISTA 3

























Pista 4

Pista 5
Pista 6




Tuesday, July 21, 2015

JOGO "QUEM SOU EU?"


Foto: 6º ano.
Material utilizado: Livro didático e Post-it.
Se possível, dispor as cadeiras em U ou em círculo.

Esta atividade pode ser realizada em duas aulas (aprox 100 min). O conteúdo utilizado para exemplificação será o capítulo sobre Persas, Hebreus e Fenícios.
Primeiro os alunos irão procurar no capítulo e escrever no caderno todos os substantivos relevantes, juntamente com sua descrição (exemplo: Xerxes, Dario, Patriarca, Jerusalém, etc). Enquanto isso, o professor vai entregando para cada aluno um post-it.
Quando esta 1ª etapa for concluída, o professor irá orientar que cada aluno escolha um nome para escrever no post-it, sem deixar que os colegas descubram o nome escolhido. Quando todos tiverem escrito, irão colar o post-it na testa do colega (sentado à sua esquerda, ou à sua direita, etc... fica a critério do profº).
O objetivo da atividade é que os alunos adivinhem qual é o nome que têm na testa.
Os alunos, fazendo uma pergunta a cada rodada, questionam "sou uma pessoa?", "sou uma cidade?", "sou um deus?", etc (enfim, questões que só podem ter "sim" ou "não" como resposta).
Observação: Se a turma for muito grande, divida-a em grupos menores, para não prejudicar o dinamismo da atividade.

Boa aula!

CONFIRA NA COLUNA AO LADO OUTRAS ATIVIDADES!
EM BREVE NOVAS POSTAGENS

Monday, July 20, 2015

JOGO PERFIL

ATIVIDADE PARA 3º ANO DO E. M.

REVISÃO DE CONTEÚDO REFERENTE AO ILUMINISMO, REV. AMERICANA, REV. FRANCESA E ERA NAPOLEÔNICA.

REGRAS DO JOGO:
A sala será dividida em grupos, com aproximadamente 4 ou 5 membros cada. Cada grupo ganhará um copo com feijões (ou qualquer coisa que possa ser usada como fichas) e um baralho com as cartas discriminadas abaixo, virado para baixo.
A pessoa que inicia o jogo pega uma carta, e pergunta para a pessoa à sua esquerda: "de X a Y, qual número você quer?". Supondo que a pessoa responda "2", por exemplo, o aluno com a carta irá ler apenas a dica nº 2. A pessoa continuará pedindo mais dicas, até acertar a questão. Supondo que a carta tivesse 7 dicas, e o aluno acertou a questão após 3 dicas, então dito aluno irá ganhar 4 feijões (o aluno que leu as dicas irá ganhar 3 feijões). A leitura das cartas se fará em sentido horário.
Ganha quem acumular mais feijões.
Observação: pode-se substituir as fichas por um tabuleiro com peões. Por exemplo, se o aluno adivinha após 3 dicas (numa carta com 7 dicas), poderá avançar 4 casas.

CARTAS
Independência dos EUA
1. Fui o primeiro movimento vitorioso da história americana.

2. Represento a vitória das reivindicações das elites locais contra o sistema europeu.

3. Minha matriz ideológica foi o iluminismo.

4. Praticamente, inspirei todos os processos de independência da América Latina.

5. Inspirei movimentos conspiratórios, como a Inconfidência Mineira.

6. Não signifiquei liberdade real para todos, pois a escravidão continuou existindo.

7. Meu país assumiu, no século XIX, uma política imperialista, impondo meus interesses econômicos às demais nações.

8. Fui uma das consequências da revolução racional cientifica, representada pelo movimento iluminista.

9. Fui uma consequência da Revolução industrial em curso na Inglaterra.

10. Os fatores mais notórios que contribuíram para o meu acontecimento foram o espírito de autonomia política e de independência econômica desenvolvido pelos colonos, a influência dos ideias iluministas e a política de opressão fiscal praticada na colônia

11. Uma das minhas causas   foi a Guerra dos Sete Anos (1756-1763).

12. Após minha realização, houve uma acirrada disputa: uma federalista que defendia a adoção de um regime de poder central forte; outra que queria uma confederação, ou seja, que propunha um sistema que garantisse autonomia para os estados e não haveria a Presidência da República.

Rosseau
1. Propus a teoria do bom selvagem, que diz que, no estado de natureza, o homem é autossuficiente e vive isolado, sobrevivendo com o que a natureza lhe provém e de acordo com suas necessidades inatas.

2. Nasci em Genebra, na Suíça, e desenvolvi a maior parte dos meus estudos na França.

3. Na minha obra “Discurso sobre as ciências e as artes”, de 1750, defendi a ideia de que o homem é naturalmente bom e que é a sociedade que o corrompe.

4. Em uma de minha obras mais importantes, escrita em 1755, chamada “Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade humana”, afirmei que as desavenças e as desigualdades entre os homens se iniciaram com o surgimento da propriedade privada.

5. Em 1755, escrevi: “O primeiro que concebeu a ideia de cercar uma parcela de terra, de dizer “isto é meu” e que encontrou gente suficientemente ingênua que lhe desse crédito, este foi o autêntico fundador da sociedade civil, De quantos delitos, guerras, assassínios, desgraças e horrores teria livrado o gênero humano aquele que, arrancando as estacas divisórias, gritasse: ‘cuidado, não deis crédito a esse trapaceiro; perecereis se esquecerdes que a terra pertence a todos’.

6. Em 1762, escrevi “O Contrato Social”, no qual afirma que nenhum homem tem autoridade sobre o seu semelhante e que não é a força que lhe confere direitos; sendo assim, somente os contratos ou pactos podem legitimar a autoridade entre os homens.

7. A Revolução Francesa me aclamou como modelo e guia.

Montesquieu
1. Na minha obra “Do espírito das leis”, escrevi: “É uma experiência eterna a de que todo homem que tem poder é levado a abusar do mesmo; ele vai até o ponto em que encontra limites. Para que seja impossível abusar do poder é preciso que pela disposição das coisas o poder freie o poder”.

2. Sou de origem aristocrática.

3. Propus a divisão dos poderes do Estado em legislativo, executivo e judiciário.

4. Em 1721, publiquei as "Cartas Persas", um sucesso instantâneo que me trouxe a fama como escritor. Inspirei-me no gosto da época pelas coisas orientais para fazer uma sátira das instituições e dos costumes das sociedades francesa e europeia, além de fazer críticas fortes à religião católica e à igreja: foi a primeira vez que isso aconteceu no século 18. O livro tem um estilo divertido, mas também é desanimador: apresenta a virtude e o autoconhecimento como impossíveis de serem atingidos.

5. Viajei pela Europa e decidi morar na Inglaterra, onde fiquei por dois anos. Estava muito impressionado com o sistema político inglês e decidido a estudá-lo.

6. Nobre, de família rica, formei-me em direito na Universidade de Bordeaux, em 1708, e fui para Paris prosseguir em meus estudos.

7. Quis explicar as leis humanas e as instituições sociais: enquanto as leis físicas são regidas por Deus, as regras e instituições são feitas por seres humanos passíveis de falhas.

8. Organizei um sistema de governo que evitaria o absolutismo, isto é, a autoridade tirânica de um só governante. Para mim, o despotismo é um perigo que pode ser prevenido com diferentes organismos exercendo as funções de fazer leis, administrar e julgar.
Iluminismo
1. Meu ápice foi no século XVIII.

2. Defendo o racionalismo, fundamental para o desenvolvimento da ciência.

3. Sou anticlerical.

4. Defendo que a liberdade é um direito natural e inalienável de todo ser humano.

5. A burguesia me deu amplo suporte, pois interessava a ela ter liberdade para comprar, vender e produzir sem a interferência de outras pessoas ou instituições, como o Estado.

6. Defendo a igualdade jurídica e fiscal.

7. Não defendo exatamente uma igualdade social, e sim igualdade no direito à liberdade comercial e à propriedade.

8. Defendo a tolerância religiosa e filosófica.

9. Propunha a independência das colônias como forma de  expandir os mercados para as fábricas.

10. Combatia as concepções mercantilistas, principalmente a intervenção do Estado na economia.

11. Prego uma noção de individualismo que consiste na noção de que o indivíduo, iluminado pela razão científica e dotado de vontade própria, é mais importante para a sociedade que as decisões tomadas coletivamente.

Antigo Regime
1. Estou vinculado ao absolutismo.

2. Estou vinculado ao mercantilismo.

3. Propicio privilégios para a nobreza e o clero.

4. Minha sociedade é estamental, onde a posição dos indivíduos em cada estamento, ordem ou estado é justificada pela vontade de Deus e pelo nascimento.

5. Meu primeiro estamento é o do clero; o segundo é o dos nobres; e o terceiro é o dos camponeses e burgueses.

6.  Vigorei por quase toda a Europa entre os séculos XV e XVIII.

7. Minhas origens estão ainda no final do período Medieval, quando começaram a se formar Estados Nacionais, na transição da Idade Média para Idade Moderna.

8. Economicamente, meu sistema se baseava na propriedade de terra, de onde vinha a produção. Os camponeses eram os trabalhadores na terra, tendo seu trabalho explorado em prol do sustento da nobreza.

9. A maioria da população era incapacitada de melhorar suas condições de vida, oprimidas pelo meu sistema.

10. A partir do século XVII, algumas modificações sociais e econômicas começaram a ocorrer na Europa Ocidental que me fragmentaram.

11. Na França, foi principalmente o pensamento iluminista que serviu de base para o questionamento do meu sistema, propagando novos ideais na população. Simultaneamente, emergia também o pensamento liberal que pregava mudanças na forma da economia e na lógica do homem como ser econômico e social.

Voltaire
1. Apesar de ser um defensor da liberdade, sou contrário a qualquer forma de manifestação popular.

2. Acredito que as transformações sociais devem acontecer pela intervenção de um monarca ilustrado (um déspota esclarecido).

3. Tento conciliar os princípios do absolutismo com as ideias iluministas.

4.  Geralmente atribuem-me a citação “Não concordo com uma palavra do que dizes, mas defenderei até o ultimo instante seu direito de dizê-la”.

5. Nascí em uma família rica e aristocrática, em Paris, em 21 de novembro de 1694.

6. Estudei em um colégio jesuíta, onde aprendi dialética e teologia.

7. Quando jovem, meu padrinho me apresentou a uma vida desregrada entre poetas e cortesãs. Meu pai acabou me mandando para a casa de um parente, que continuou a me dar liberdade.

8. Não fui propriamente um gênio da filosofia e sim um homem de espírito, um agitador cultural, um divulgador de ideias, que expandiu o questionamento filosófico para além dos muros das universidades, principalmente através da literatura de ficção, com meus contos filosóficos.
Escola Fisiocrática
        1. Surgi na França.
        
         2. Argumento que a riqueza dos países está na terra e que nas atividades nela exercidas, como a agricultura, a mineração e o extrativismo, as riquezas das nações são produzidas.
        
         3. Para mim, o comércio é uma atividade improdutiva, pois consiste na troca de produtos já existentes, e a indústria, uma atividade que se limita a transformar matérias-primas.
        
         4. Para mim, a desigualdade social, a propriedade privada e a exploração do trabalho eram tidas como situações naturais e inerentes às sociedades desde suas origens.
        
         5. Individualista, preconizo a liberdade individual tanto na esfera política quanto na econômica. “Deixai fazer, deixai passar, e o mundo caminha sozinho” foi a  expressão que sintetizou minhas concepções econômicas.
Adam Smith
         1. Meu livro mais conhecido é “A riqueza das nações”, publicado em 1776.
       Combato o intervencionismo estatal.
      
       2. Critico os fisiocratas, argumentando que a riqueza das nações é obtida por meio do trabalho produtivo, e não só da agricultura.
      
       3. Defendo que as relações entre produção e consumo, bem como os preços dos produtos, têm de ser reguladas por leis naturais (lei da livre concorrência e livre-cambio, ou troca, e lei da oferta e da procura, respectivamente).
      
4. Para aumentar a produtividade, proponho a divisão do trabalho, argumentando que a especialização do trabalhador em determinada tarefa aumenta a sua produtividade no mesmo período trabalhado.



Despotismo Esclarecido
         1. Surgi porque alguns monarcas foram estimulados pelos filósofos iluministas a adotar medidas reformistas para adaptar suas administrações, passando a governar de acordo com a razão.
        
         2. Sou uma proposta de reforma do Estado absolutista, que seria feita pelo próprio Estado, sem, entretanto, modificar o autoritarismo e o exclusivismo.
        
         3. Entre as medidas tomadas por meus seguidores, está a abolição das torturas como técnicas de interrogatório.
        
         4. Estimulei investimentos em educação, principalmente com a construção  de escolas e universidades; incentivei a cultura laica; concedi liberdade religiosa aos súditos.
        
         5. Provoquei a expulsão dos jesuítas.
      O Marques de Pombal, de Portugal, me representa.
Revolução Francesa
         1. Sou considerada o fato mais importante da passagem do antigo regime para a sociedade burguesa.
        
         2. Fui um movimento disforme que envolveu quase todos os segmentos da sociedade francesa.
        
         3. Antes de mim, a sociedade do meu país era estamental. As diferenças ou os privilégios, determinados pelo nascimento, eram juridicamente justificados pelo Estado. A posição social dos indivíduos não se alterava ao longo de sua vida, e as leis eram diferentes para cada ordem.
        
         4. Definindo as aspirações burguesas e populares no meu processo, Sièyes resumiu o significado do terceiro estado sem rodeios: “O que é o terceiro Estado? Tudo. Que tem sido ele até agora na ordem política? Nada. Que pede ele? Tornar-se alguma coisa.
        
         5. Diante da negativa dos representantes das ordens privilegiadas em aceitar a votação individual na Assembleia dos Estados-Gerais, em 17 de junho de 1789 os representantes do terceiro estado decidiram se reunir separadamente no que chamaram a Assembleia Nacional Constituinte.
Luís XVI
         1. Casei-me com a arquiduquesa da Áustria, Maria Antonieta.
        
         2. Tomei medidas como a abolição da tortura e a restituição  da cidadania aos protestantes.
        
         3. Deixava-me dominar pela esposa.
         Vacilante, fui incapaz de compreender as aspirações de um povo massacrado pela rígida estrutura social e desesperado pela miséria em que vivia.
        
         4. Meu regime perseguia e condenava os opositores à prisão na temida fortaleza da Bastilha.
        
5. Depois de participar da Guerra dos Sete Anos (1756-1763), meu país envolveu-se, em 1778, na guerra de independência  dos EUA, o que custou um acréscimo formidável à já elevada dívida externa.

6. No triênio 1784-1786, problemas climáticos contribuíram para agravar o quadro econômico e social do meu país.

Assembleia Nacional (1789-1791)
         1. Luís XVI tentou várias vezes dispersar-me.
        
         2. Deputados do terceiro estado e meus simpatizantes organizaram a Guarda Nacional para me defender.
        
         3. Durante minha vigência, em 14 de julho de 1789 o povo tomou de assalto a fortaleza da Bastilha, símbolo da opressão do Estado absolutista francês, pois ela servia de prisão para os opositores do regime.
        
         4. Durante minha vigência, no meio rural, as massas camponesas, assim como a população de diversas cidades das províncias, radicalizavam: castelos eram derrubados e nobres, assassinados. Tinha início a época do Grande Medo.
        
         5. Durante minha vigência, temendo a fúria das massas e a consequente popularização do processo revolucionário, a burguesia aproximou-se da nobreza com a proposta de manter a monarquia e o próprio Luís XVI no trono.

6. Durante minha vigência, foi publicada a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, inspirada os ideias iluministas, que defendia o direito à liberdade e à propriedade e a igualdade de todos perante a lei.

7. Em setembro de 1791, foi instituído como governo a monarquia constitucional.

8. As antigas ordens sociais foram extintas.

9. Mantive a escravidão nas colônias francesas.


Girondinos
         1. Meu nome deriva de uma região, a Gironda, situada no sudeste da França.
        
         2. Defendo posições moderadas e represento os interesses da burguesia francesa.
         
         3. Me sento à direita no plenário.
        
         4. Sou aliado da monarquia.


Jacobinos
         1. Defendo mudanças mais radicais.
        
         2. Meu clube era uma agremiação maçônica que se reunia no convento de Saint-Jacques, em Paris.
        
         3. Me sento à esquerda do plenário
Monarquia Constitucional (1791-1792)
         1. Durante minha vigência, o povo está dominado pelo sentimento de traição, percebendo-se enganado pelos deputados do antigo terceiro estado.
        
         2. Durante minha vigência, evidenciam-se as hostilidades dos Estados absolutistas europeus contra a França revolucionária.
         É criada a Comuna Insurrecional de Paris, e as massas parisienses recebem armas para combater.
        
         3. Durante minha vigência, elementos da nobreza são atacados nas prisões de Paris (Massacre de Setembro).
        
         4. Durante minha vigência, o povo invadiu o Palácio real, aprisionou o rei e toda sua família.
        
5. Durante minha vigência, a Assembleia Legislativa é substituída pela Convenção Nacional, eleita por voto direto e universal.

6. Durante minha vigência, no dia 22 de setembro de 1792, é proclamada a república.
República Jacobina
         1. Foi a etapa mais radical e popular da Revolução Fracesa.
2.      
         2. Começou com os girondinos no controle, mas logo passou para os jacobinos.
4.      
         3. Durante minha vigência, em dezembro de 1792, o rei Luís XVI foi julgado por traição, condenado, e guilhotinado em 21 de janeiro de 1793.
        
         4. Durante minha vigência, com a determinação dos jacobinos e a hesitação dos girondinos, a Revolução se radicalizou.
        
         5. A grande bandeira deste período foi conter a contrarrevolução, combatendo seus inimigos internos e externos.

6. Consagrou o regime republicano.
        
         7. Durante minha vigência, foi abolida a escravidão nas colônias.
        
         8. Estabeleceu o ensino público gratuito e um novo calendário anticlerical.

9. Foi criado o Tribunal Revolucionário, para julgar os crimes de contrarrevolução.

10. O Terror, como ficou conhecida esta fase, levou milhares de pessoas à morte.

11. Durante minha vigência, após impedir pelas armas uma tentativa de golpe de monarquistas que pretendiam restituir o absolutismo, a alta burguesia, representada pelos girondinos, fechou os clubes jacobinos e votou uma nova Constituição.

12. Durante minha vigência, na ação militar contra os monarquistas, destaca-se a figura do militar Napoleão Bonaparte.

13. Durante minha vigência, a Convenção Nacional é extinta e substituída por um Diretório formado por 5 membros.
DIRETÓRIO (1795-1799)
         1. A alta burguesia francesa volta ao poder.
         Governado pelo Conselho dos Quinhentos, Conselho dos Anciãos, além do diretória formado por 5 diretores eleitos pelo poder legislativo.
        
         2. Os líderes girondinos anulam as medidas populares criadas durante a república jacobina.
        
         3. A desordem econômica era agravada pela corrupção e pela especulação que se instalaram no governo; a inflação corroia a moeda, sem medidas para debelar a crise.
         Interessava à burguesia organizar um governo que lhe garantisse paz, ordem e estabilidade, para que seu projeto de construção de um Estado liberal pudesse ser concretizado.
        
         4. Membros do diretório articularam um golpe de Estado. Em 9 de novembro de 1799- 18 do mês de brumário, de acordo com o calendário da revolução, consumava-se o golpe.

5. Institui-se uma nova forma de governo, o Consulado, no qual foi levado ao poder o general Napoleão Bonaparte.

Napoleão Bonaparte
        1. Militar, legislador, estadista, escritor e grande defensor dos ideais revolucionários.
         Aderiu ao movimento revolucionário da França quando ainda era um jovem tenente da artilharia.
        
         2. Durante a revolução francesa, comandou importantes batalhas contra as forças estrangeiras das chamadas coligações.
        
         3. Assumiu o governo da França com a missão de consolidar internamente a revolução; no plano externo, sua tarefa era tornar a França uma potência capaz de dominar a Europa.
        
         4. Contribuiu para difundir os valores da Revolução Francesa para os demais países europeus, disseminando os ideias de liberdade, igualdade e fraternidade, além da tolerância religiosa.
        
5. Seu período pode ser dividido em três etapas: o Consulado (1799-1804), o império (1804-1814) e o governo dos cem dias (março a junho de 1815).

6. Aprovou um código civil consagrando o direito à propriedade privada, instituindo o casamento civil, a igualdade de todos perante a lei e o direito à liberdade individual. Estimulou a educação pública em todos os níveis com financiamento estatal.

7. Estimulou uma política protecionista, instituindo impostos altos sobre produtos importados.

8. Em 1804, convocou plebiscito para consultar o povo sobre a volta da monarquia. Obteve 60% dos votos, e no mesmo ano foi coroado imperador da França.

9. Afastei as massas do processo político.
Bloqueio Continental
         1. Em 1806, Napoleão adotou uma série de providencias para asfixiar a economia britânica.
        
         2. Determinava o fechamento dos portos de países que estivessem sob seu domínio ao comércio com a Inglaterra. Entre os países que não seguiram esta exigência estava Portugal, que permaneceu aliado à “velha parceira”.
        
         3. Provocou a fuga da coroa portuguesa para o Brasil, em 1807.
        
         4. Depois do abalo inicial provocado por ela,  a economia inglesa voltou à carga, comercializando com as colônias latino-americanas.
        
         5. Fez com que alguns países essencialmente agrícolas sofressem uma crise de abastecimento de produtos industrializados.
   
       6. A Rússia o rompeu, provocando a sua invasão por Napoleão, mas este foi derrotado pela tática da “terra arrasada”.

Congresso de Viena (1814)
         1. Tinha o objetivo de reorganizar a Europa depois da passagem do “furacão” francês.
         Pretendia restaurar o antigo regime – absolutismo e redefinir as fronteiras dos países europeus.
        
         2. Suas negociações foram norteadas pelos princípios da legitimidade (retorno das fronteiras aos limites pré-napoleônicos) e do equilíbrio (ou restauração, ou seja, o regresso ao poder das monarquias que reinavam antes de 1789).
        
         3. Condenou a França a pagar pesadas indenizações.


Santa Aliança (1815)
         1. Fui criada para garantir a aplicação das medidas adotadas pelo congresso de viena e para impedir nova onda revolucionária.
        
         2. Sou uma coligação político-militar de auxílio mútuo entre as nações, capaz de combater os ideias liberais e de reprimir movimentos nacionalistas.
        
         3. O governo inglês não aderiu porque era uma monarquia parlamentarista e não tinha por que sustentar estados absolutistas.
        
         4. O governo inglês não aderiu porque, para ele, a emancipação das colônias americanas significava o aumento da oferta de matérias-primas e a ampliação de mercados consumidores para seus produtos, portanto não aceitaria ações contrárias à descolonização que já estava em curso.